Aprenda, de maneira simples, como calcular custo unitário do produto na indústria e melhore a eficiência da sua produção, controlando custos e evitando surpresas!
Calcular o custo unitário de um produto é uma tarefa essencial para qualquer indústria.
Contudo, muitos gestores baseiam-se apenas em estimativas e planilhas antigas, o que pode resultar em uma precificação incorreta e, consequentemente, em margens de lucro comprometidas.
O cálculo do custo unitário real é a chave para garantir que sua fábrica opere de forma eficiente e rentável, sem deixar dinheiro na mesa.
Neste artigo, vamos mostrar como calcular o custo unitário real do seu produto, passo a passo, levando em conta os custos diretos, indiretos e as perdas do processo.
Acompanhe este guia para entender as variáveis que impactam diretamente no valor de venda e como você pode ajustar sua estratégia para proteger a margem da sua indústria.
Índice
O que realmente compõe o custo unitário na indústria?
O custo unitário real não é apenas o valor da matéria-prima consumida ou da mão de obra envolvida.
Ele considera diversos custos, que muitas vezes não são contabilizados de forma precisa, como o custo de manutenção de equipamentos, energia elétrica, e até perdas durante o processo produtivo.
Ao calcular o custo unitário real, você precisa englobar todos os gastos envolvidos na produção de uma unidade do seu produto.
Isso inclui não apenas o custo de produção, mas também os custos indiretos, como o custo de operação das máquinas, a energia utilizada, e até os custos com desperdício de material.
3 blocos que formam o custo unitário real
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Custos diretos do produto
O primeiro bloco do cálculo de custo unitário envolve os custos diretos, ou seja, aqueles que podem ser diretamente atribuídos a cada unidade produzida.
Esses custos são os mais fáceis de identificar e incluem:
- Matéria-prima e insumos consumidos, conforme a ficha técnica.
- Mão de obra direta (MOD), que são as horas de trabalho dos operadores multiplicadas pelo custo por hora de trabalho.
- Serviços terceirizados, como tratamentos e usinagens externas, diretamente ligados à produção da peça.
Esses são os custos mais evidentes e fáceis de controlar.
No entanto, é importante garantir que sua ficha técnica esteja sempre atualizada, refletindo o consumo real de materiais e tempo de operação.
Caso contrário, você pode acabar subestimando ou superestimando os custos, o que comprometerá sua margem.
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Custos indiretos de fabricação (CIF)
Os custos indiretos são aqueles que não podem ser atribuídos diretamente a um produto específico, mas que são necessários para a operação geral da fábrica.
Entre esses custos estão:
- Energia elétrica e utilidades, como água e gás, consumidos durante a produção.
- Manutenção de equipamentos, que inclui tanto a manutenção preventiva quanto corretiva.
- Depreciação das máquinas e instalações, que é o desgaste de equipamentos e infraestrutura.
- Supervisão e apoio fabril, como salários de supervisores e operadores de máquinas.
Esses custos são muitas vezes rateados, pois não há uma forma direta de alocá-los a um único produto.
O rateio deve ser feito com base em um driver de rateio, que pode ser o tempo de operação das máquinas, as horas de trabalho ou a quantidade de unidades produzidas.
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Perdas normais do processo
Além dos custos diretos e indiretos, também é necessário considerar as perdas normais que ocorrem durante a produção.
Essas perdas incluem:
- Refugo, que é a quantidade de material que é perdido devido a falhas no processo de produção, mas que é esperado em níveis normais de operação.
- Retrabalho, que ocorre quando uma parte do produto precisa ser refeita ou corrigida.
- Perdas de setup e start-up, que são as perdas associadas à preparação e ao ajuste das máquinas antes do início da produção.
Essas perdas são inevitáveis e devem ser levadas em consideração no cálculo do custo unitário, para garantir que o preço de venda cubra não apenas os custos efetivos, mas também o desperdício natural da produção.
Qual a fórmula para calcular o custo unitário real?
A fórmula para calcular o custo unitário real do produto é bastante simples, mas exige que você tenha controle sobre todos os custos envolvidos.
A fórmula é a seguinte:
- Custo unitário real = (custos diretos totais + CIF rateado + perdas normais) ÷ unidades boas produzidas.
Passos práticos para aplicar a fórmula
- Determine os custos diretos do período, somando os valores de matéria-prima, mão de obra direta e serviços terceirizados.
- Calcule o CIF total e rateie conforme o driver de rateio escolhido, como hora-máquina ou hora-homem.
- Some as perdas normais para calcular a quantidade de material ou tempo perdido durante o processo.
- Divida pelo volume de unidades boas, ou seja, as unidades que passaram no controle de qualidade e estão prontas para serem vendidas.
Essa fórmula ajuda a garantir que todos os custos sejam devidamente levados em consideração, evitando que a empresa trabalhe com margens de lucro comprometidas.
Passo a passo prático para calcular o custo unitário real na sua fábrica
Para aplicar a fórmula de forma prática, siga este passo a passo:
- Feche o período e consolide o volume de produção. Levante o total de unidades produzidas e a quantidade de unidades aprovadas.
- Some os custos diretos do período, como matéria-prima, mão de obra e serviços de terceiros. Esses dados geralmente vêm do seu sistema ERP ou de relatórios contábeis.
- Levante os custos indiretos da produção, separando-os corretamente entre custos fabris e administrativos.
- Escolha um driver de rateio que faça sentido para a sua fábrica (hora-máquina, hora-homem, kg produzidos, etc.).
- Divida o total de custos pelas unidades boas, garantindo que o número final seja o custo real de cada unidade de produção.
Esse processo ajuda a construir uma base sólida para tomada de decisões sobre precificação, investimentos e controle de qualidade.
A importância de revisar o custo unitário regularmente
O cálculo do custo unitário real não deve ser um exercício único.
É fundamental que sua fábrica revise esse valor periodicamente, especialmente em situações como mudanças de fornecedores, aumento de tarifas ou quando o processo produtivo sofre ajustes.
Além disso, com as mudanças fiscais previstas pela Reforma Tributária, revisar o custo unitário pode ser uma maneira de se adaptar aos novos impostos e proteger a margem.
Como a Valli Contabilidade pode ajudar sua indústria?
A Valli Contabilidade oferece suporte completo para indústrias de porte médio, ajudando a calcular o custo unitário real, otimizar o controle de custos e ajustar a precificação de acordo com as necessidades do mercado.
Com um planejamento tributário adequado e a utilização das melhores práticas contábeis, sua empresa pode maximizar as margens de lucro e se preparar para as mudanças fiscais que se aproximam.
Entre em contato com a Valli Contabilidade para validar o cálculo de custo unitário da sua indústria e garantir que sua estratégia de precificação esteja sempre alinhada com a realidade do mercado.
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